Melhor Apresentação

Experiências na imagem panorâmica - teia de possibilidades sensitivas entre a imagem, a ação artística e o lugar

Acordo Interfaces Digitais Brasil / Espanha

Dentro das premissas do projeto coletivo Cidades Interativas, do grupo de pesquisas “Interfaces Digitais na Arte Contemporânea” Brasil / Espanha (onde o Panorama Arroio Dilúvio está inserido), está a investigação da identidade cultural e elementos culturais compatíveis entre as cidades de Porto Alegre e Valência, assim como desenvolvimento de técnicas em multimídia e sistemas interativos, tanto na internet quanto dentro de um espaço expositivo. A partir das discussões surgidas nesse projeto, foi optado que o meio de integração entre as duas cidades seria através de tomadas panorâmicas dentro de lugares urbanos.

Fração localizada: Dilúvio

Desta forma inserimos esta investigação no desenvolvimento dos trabalhos que vinham sendo realizados na Ação Fração localizada: Dilúvio. Dentre os objetivos mais gerais da mesma busca-se “Mapear conflitos entre a subjetividade do artista e os vários jogos que compõem a realidade de uma cidade”. Nesta nova fase incluímos a experimentação das mídias digitais sobre as imagens captadas nos espaços da cidade em Porto Alegre e Valência, abrindo os diversos jogos que constituem a realidade no espaço urbano, conjugados por meio de recursos digitais interativos. Desta forma ampliamos os horizontes de possibilidades da ação artística e dialogamos com outras proposições e projetos. Aliando as pesquisas históricas e as ações artísticas em andamento sobre o arroio Dilúvio, os resultados anteriores se agregam aos pontos de vista que apresentamos, preponderantes na elaboração do trabalho resultante: o Panorama Arroio Dilúvio.

Sobreposição de multimídia sobre uma imagem

Um dos aspectos desta investigação é a sobreposição de multimídias sobre uma imagem. Partimos da captação em vídeo da qual extraímos e montamos os quadros sucessivos que constituem o panorama que hoje apresentamos, para a partir desta imagem inserir as distintas interferências, movimentos e aberturas.

Tratando-se de uma imagem digital podemos nos deter no termo pixel, considerado o menor ponto componente de uma imagem que contém um tipo de informação visual: um ponto de cor. Uma imagem é então composta por uma rede bidimensional de pixels. Porém, como na que vemos ao lado, o número de informações visuais disponíveis não se limita tão somente ao número de pixels da imagem. Podemos ver figurado um homem sobre uma ponte, avenidas e movimento do tráfego enfim, o rio, a vegetação e a paisagem, que mostram bem mais informações que as cores dos pixels que as constituem. A imagem tal qual está apresentada, não parece dar conta do que efetivamente acontece no lugar. Esbarramos na ausência de dimensão temporal, por exemplo, para não falar em outros sentidos não sensibilizados.

É nessa brecha que pudemos criar vários jogos de “sugestão” sobre o panorama, reunindo pontos de vista ativos, sujeitos sobre uma imagem. Instalando novas mídias sobre o panorama, adicionando ou subtraindo sentidos da imagem, mas, sobretudo pela inserção de ações artísticas dentro da mesma pios nela estamos de certa forma agindo, somos pontos de abertura e de interação que funcionam como portais, possibilitando a quam se ralciona com esta imagems, a abordagem e reconhecimento do lugar, atribuindo ao mesmo aberturas e novos significados. Buscamos desta forma, fazer referência aos mistérios que estão por detrás de determinada imagem, conjugá-los com ações artísticas e disponibilizá-los ao público através de uma mídia interativa digital, utilizando nesta etapa os recursos do programa Flash.

Panorama Arroio Dilúvio

Através do projeto Cidades Interativas, em andamento, este trabalho será visualizado via internet e em exposição publica em novembro de 2007, juntando-se aos outros panoramas realizados por outros grupos de Porto Alegre e de Valência, produzindo assim uma interação entre a realidade de duas cidades. Executado a partir de vídeo sobre a foz do arroio Dilúvio, resultou numa imagem panorâmica complexa sobre a qual trabalhamos para modificar ou salientar características do lugar e ainda adicionar ações artísticas produzidas neste lugar. A partir dos cinco pontos propostos, “portais” que representam novos nós de entrecruzamento dessa rede de informação visual com a rede de acontecimentos do espaço urbano, o público poderá interagir e gerar outras redes de significados. Assim, além da imagem panorâmica, forma-se uma nova “rede”: de significados, de pontos, de pixels, metáfora de uma rede, que “captura” o olhar do espectador. Jogamos com as camadas multimídia utilizadas, elaborando as informações e sentidos do lugar em vários níveis. Diferentes redes de acontecimentos ocorrem no momento da interação sobre o simulacro do lugar, contrapondo às redes de acontecimentos do ambiente urbano original.

Seis elementos estão dispostos sobre o panorama, para interação.
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Segregação espacial e cercamento da cidadania

O vídeo foi feito a partir de uma pesquisa realizada nos meses de maio e junho de 2007, em companhia de mais dois colegas. A pesquisa originou um trabalho para a disciplina de Sociologia Urbana (em grupo) e um artigo para a disciplina Antropologia X - Antropologia e Direitos Humanos.

Para a realização do vídeo, foi feita uma nova pesquisa de campo para coletar imagens do condomínio estudado e entrevistas gravadas de seus moradores. Essa segunda experiência de campo enriqueceu a pesquisa, pois novos depoimentos, informações e até mesmo impressões sobre a história do local e a percepção dos moradores foram conseguidos através dela.

O vídeo foi realizado com a ajuda de mais dois amigos e apresenta uma síntese dos dados recolhidos e das reflexões feitas a partir deles.


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